O crédito cooperativo tem registrado crescimento consistente, impulsionado pela combinação de juros mais baixos, atendimento personalizado e maior proximidade com os associados. Segundo dados do Banco Central, o volume de empréstimos em cooperativas avançou de forma relevante, refletindo a preferência por soluções financeiras mais acessíveis em comparação ao sistema bancário tradicional.
Uma das principais vantagens do modelo cooperativo está nas taxas praticadas, que costumam ser significativamente inferiores às médias dos bancos convencionais. Além disso, o crédito em cooperativas é especialmente indicado para quem deseja substituir dívidas de alto custo, como cheque especial ou crédito rotativo, por opções mais equilibradas.
Para acessar esse tipo de crédito, é necessário tornar-se associado, processo semelhante à abertura de conta bancária, incluindo a aquisição de cotas de capital. Em contrapartida, o cooperado passa a ter acesso não apenas a empréstimos, mas também a cartões, seguros, investimentos e outros produtos financeiros, geralmente com tarifas mais competitivas.
Outro diferencial relevante é a participação ativa do associado na gestão, por meio de assembleias e prestação de contas, além da possibilidade de distribuição das sobras financeiras quando há resultados positivos. O sistema também conta com a proteção do Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCOOP), que oferece segurança adicional aos cooperados.
Apesar das vantagens, especialistas reforçam a importância de avaliar o histórico da cooperativa, acompanhar os resultados financeiros e compreender os limites de crédito disponíveis, garantindo uma relação financeira consciente e sustentável.
O avanço do crédito cooperativo demonstra a força de um modelo baseado em colaboração, transparência e planejamento financeiro, ampliando as opções para quem busca soluções mais equilibradas no acesso ao crédito.
Fonte: MundoCoop.


