O consórcio de veículos pesados encerrou 2025 demonstrando resiliência mesmo em um cenário econômico desafiador para setores ligados ao transporte e ao agronegócio. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o segmento registrou R$ 49,93 bilhões em créditos comercializados, crescimento de 14,2% em relação a 2024.
Outro indicador relevante foi o volume de créditos disponibilizados, que alcançou R$ 24,17 bilhões, alta de 38,1% no período. Já o número de participantes ativos chegou a 916,13 mil consorciados, avanço de 7,7% na comparação anual.
Dentro do segmento de veículos pesados, o consórcio é dividido em três principais categorias: máquinas agrícolas (51,0%), caminhões (41,0%) e outros bens (8,0%), que incluem implementos rodoviários e agrícolas, aeronaves, embarcações e ônibus.
As máquinas agrícolas permaneceram como a principal categoria do setor, com 467,22 mil participantes ativos em dezembro, crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2024. O volume de créditos comercializados nessa categoria atingiu R$ 25,46 bilhões, reforçando a relevância do consórcio como alternativa de planejamento para aquisição de equipamentos no agronegócio.
No caso dos caminhões, que representam 41% dos consorciados do segmento, as contemplações superaram 39 mil unidades em 2025, contribuindo significativamente para a renovação e ampliação de frotas no país. Segundo os dados analisados, o consórcio respondeu potencialmente por 28% das aquisições no mercado interno, o que representa cerca de um caminhão a cada três vendidos no Brasil.
Já a categoria de outros bens, embora com participação menor, amplia o alcance do consórcio para diferentes cadeias produtivas, atendendo setores ligados à logística, produção e transporte.
Mesmo com a retração de 15% nas vendas de cotas, que totalizaram 197,93 mil no ano, o setor apresentou crescimento de 5,8% nas contemplações, chegando a 96,08 mil, além de uma forte expansão nos créditos disponibilizados. Os números reforçam o consórcio como uma alternativa relevante de planejamento para aquisição de ativos, especialmente em um ambiente de crédito mais restritivo.
Fonte: ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.


